Lagarta-do-Pinheiro que perigos representa?

O que é?

A processionária (Thaumetophoea pityocampa), mais conhecida como lagarta-do-pinheiro, é um insecto que habita os pinhais de Portugal, danificando e levando à morte das árvores. A presença de lagartas no nosso país tem vindo a aumentar devido à falta de predadores, tornando-se assim uma praga que representa cada vez mais um perigo para humanos, cães e outros animais, tanto domésticos, como selvagens. A lagarta-do-pinheiro pode provocar graves problemas de saúde, devido aos pelos urticantes que possui, tais como irritações na pele, nos olhos e no aparelho respiratório. Em situações muito extremas pode levar à morte.

Onde encontrar?

Encontra-se muito vulgarmente em Portugal devido à presença dos pinheiros nas nossas manchas florestais. Esta praga, além do pinheiro bravo, ataca igualmente outros pinheiros: o silvestre, o laríceo, o manso, o insígne,  o pinheiro de alepo, assim como o cedo-do-himalaias, cedro-do-atlas e cedro-do-líbano. A processionária aparece entre Janeiro e Maio, descendo dos pinheiros para se enterrar no solo. Nesta transição entre a árvore e a terra, as lagartas movem-se em fila, umas atrás das outras, como numa procissão, daí a origem do seu nome (processionária). É nesta viagem da lagarta que ocorrem os problemas, na busca de solos para se enterrarem e continuarem assim a se desenvolver, ficam ao alcance tanto de pessoas como animais.

Problemas associados à lagarta-do-pinheiro?

Estas lagartas possuem oito receptáculos com cerca de 100.000 pêlos urticantes. Ao mover-se abre estes receptáculos libertando milhares destes pêlos e aumentando a possibilidade de intoxicação de uma pessoa ou de um animal que entre em contacto com eles. Os pêlos agem como agulhas, injectando as substâncias tóxicas na pele ou mucosas. As crianças por brincadeira e os cães são os principais afectados.

Humanos:  alergia na pele, irritação nos olhos, dificuldades respiratórias, espirros, náuseas e vómitos.

Cães: a zona dos lábios, a mucosa oral e a língua são as partes do corpo mais atingidas. A língua é o órgão mais afectado, aumenta de volume, torna-se azulada e com a evolução surgem áreas de necrose. Também podem desenvolver infecções por toda a garganta. No local do contacto, pode ocorrer perda dos tecidos num período de 6 a 10 dias. Caso suspeite de uma situação destas ou o animal apresente alguns dos sintomas descritos, leve-o imediatamente à clínica veterinária. É importante que seja tratado o mais cedo possível porque a evolução da doença depende da rapidez com que o tratamento é instaurado.